sábado, fevereiro 19, 2005

"Kinsey" (2005), Bill Condon



Love is the answer, isn't it? But, sex raises a lot of very interesting questions...

Vamos falar de sexo...é a isto que o novo filme de Bill Condon se propõe.
Sexo, o assunto que continua a ser tabu em muitas sociedades e que se banalizou em outras. Sexo, esse problema que levanta inúmeras questões.

Alfred Kinsey (Liam Neeson) nasceu no seio de uma família bastante puritana e conservadora. Anos mais tarde decide sair do ninho caseiro para estudar biologia. Torna-se professor universitário na Universidade de Indiana e é lá que conhece a sua futura esposa, Clara McMillen (Laura Linney).
Na noite de núpcias surgem problemas a nível sexual e por isso o casal resolve procurar especialistas no assunto. É a partir daí que se começa a despertar em Kinsey um especial interesse por esta matéria. É ao perceber que no seu tempo não existiam ainda estudos nem especialistas em termos sexuais, que Kinsey determina mudar isso. Propõe a si mesmo (e à sua equipa que cria para o efeito) fazer investigações e inquéritos de incidência puramente sexual por toda a América do Norte.

Claro que a sociedade americana dos anos 50 não estava preparada para tamanho choque. Os estudos de Kinsey foram como uma bomba para uma população ainda maioritariamente conservadora.
Kinsey pretendeu falar de sexo abertamente, sem tabus e sem preconceitos. Os seus estudos foram dos maiores alguma vez feitos retratando esta temática e tornaram-se a base para futuros estudos sexuais, feitos por Freud por exemplo.

O que mais brilha neste filme são as interpretações notáveis de Liam Neeson, numa prestação incisiva e frontal, e de Laura Linney, ao dar corpo e alma ao eterno e único amor de Kinsey.

Falar de sexo ainda hoje não é uma tarefa fácil. Imaginemos então como foi para este homem falar destas questões no final da década de 40 e início da década de 50.
Este filme levanta problemas ainda hoje importantes como se existe ou não uma separação total entre sexo e amor, se no sexo vale tudo, até que ponto devemos levar o sexo e, por último, no meio disto tudo aonde se encaixam os sentimentos.
Porque, apesar de tudo, o que falhou em Kinsey foi ter deixado de lado a parte mais sentimental das relações humanas.

* * * *

3 Comments:

Anonymous Júlio Viana said...

ah este fui ver, cheguei atrasado (entrei a meio da constrangedora noite de núpcias) mas ainda vi q bastasse, eh eh
Gostei do filme! estamos o tempo todo a ver e ouvir falar de sexo mas quando chega o final vemos o Dr. Kinsey num acto de dedicação muito especial, e de amor, à mulher, eu gostei!
continua com o blog q está mt giro! acho q só falta mesmo aquele toque mais pessoal n sei n sei ;P
beijos pra futura crítica d'artes ;)

9:28 da tarde  
Blogger Eur3ka said...

ainda bem que gostaste :D obrigada pela dica July. beijinhos

9:31 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

That's a great story. Waiting for more. Odgen chevrolet Utility accounting training http://www.isuzu-service.info Digital camera night illumination Animal science in colleges in pregnancy zoloft small business insurance online quote 'talbot coat small Pontiac g 6 production Search engine optimization raleigh How to connect a amplifier in a car Yakima moving companies

1:08 da tarde  

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