terça-feira, março 22, 2005

"House of the Flying Daggers", Zhang Yimou (2005)



Em silêncio ouvimos todos os sons do mundo. Nenhum é insignificante.

O novo filme de Zhang Yimou (realizador de “Hero”) trás de volta ao cinema a ancestralidade chinesa em toda sua forma. Um filme épico, carregado de referências milenares que são pintadas no ecrã com grande mestria.

“House of the Flying Daggers” (no original “Shi Mian Mai Fu”) acompanha o jovem capitão Jin (Takeshi Kaneshiro) na sua conquista pela confiança de Mei (interpretada pela belíssima Ziyi Zhang) , uma das mais brilhantes guerreiras da organização secreta da China do século IX, “O segredo dos punhais voadores, uma das facções da oposição do poder governativo.
Contudo o plano não corre como o esperado pois os dois jovens apaixonam-se, tornando-se um pouco previsível esta história de um amor impossível.

O que este filme tem de tão especial é mesmo todo o seu aspecto visual. Apesar de um argumento algo pobre, o filme ganha (e muito) ao ter em cada plano o que poderia ser uma pintura. Imagens sumptuosas, cheias de cor e vitalidade, que parecem ter sido pinceladas com todo o cuidado. As cenas de luta são de tal forma belas e coreografadas que parecem autênticos bailados.

Este não é um filme sobre artes marciais e acrobacias. Pelo menos dizer isso é algo redutor. Esta é uma história de amor como tantas outras já retratadas em milhares de filmes: um famoso triângulo amoroso que não pode acabar bem. Mas apesar da história em si não ser nada original nem diferente, o filme é grande. “House of the Flying Daggers” é um verdadeiro deleite para os olhos tendo as imagens mais bonitas que vi no cinema nos últimos tempos.

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