domingo, abril 10, 2005

"Birth" (2005), Jonathan Glazer



I guess we'll meet in another life.

A reencarnação é encarada por muitos como uma credível “justificação” para o que nos acontece depois de morrermos. Este filme trata sobre esse tema, o mistério da vida e da morte.

Dez anos após a morte do marido, Anna (Nicole Kidman) sente-se capaz de seguir em frente e decide voltar a casar. No entanto, conhece um rapaz de 10 anos (Cameron Bright) que afirma convictamente que é Sean, o seu falecido marido. Começando por achar aquela história bastante bizarra e estranha, Anna acaba por acreditar que o rapaz é mesmo a reencarnação do seu marido.
É durante uma ida à Ópera que Anna percebe realmente toda a importância daquela revelação que pode muito bem ser uma porta para a sua felicidade que foi interrompida depois da morte do marido. A expressão sofredora, emotiva e intensa da sua cara demonstra na perfeição todos os sentimentos e dúvidas pelos quais aquela mulher está a passar.
Anna acredita que o rapaz é mesmo a reencarnação do seu marido e está disposta a enfrentar qualquer barreira para ir atrás do que pode ser muito bem uma oportunidade de reencontrar o amor ou que pode ser apenas uma miragem da felicidade.

Envolto num clima misterioso e sombrio, “Birth” é um fabuloso exercício sobre a mente humana. Será que sabemos separar a realidade daquilo que pretendemos que seja real? Até que ponto os nossos desejos se sobrepõem ao que é racional?
Nicole Kidman capta na perfeição a alma desta mulher desesperada, interpretando uma das cenas mais bonitas que vi ultimamente no cinema: a cena final do filme, quando Anna deixa sair cá para fora todo o que está a sentir de uma maneira bastante poética e dramática.
Impossível é também ignorar a lindíssima e fascinante banda sonora carregada de tensão.

* * * *

4 Comments:

Blogger ervilha said...

olá coraçao...finalmente escrevo algo para o teu fabuloso blog! ( Sim, pork para kem não sabe esta rapariga é uma dotada ;) ) Pois é, apesar de curto gostei do teu comentário e do cunho pessoal que nele inseriste. Dá que pensar, e até vontade de ir ver o filme!
well,mutos bejoss ;)

9:53 da tarde  
Blogger Joana C. said...

obrigada coração, lol.
;)

9:59 da tarde  
Anonymous JúLiO said...

o filme é bom mas não é nada por aí além. é muito parado e há cenas realmente monótonas (como por exemplo, logo no principio, em que vemos o Sean a correr na neve; ou quando ela vai à ópera). e a partir do momento em que aparece o miudo até ao ponto em que ela começa a acreditar que ele é mesmo o falecido marido, passa-se tão pouca coisa que, como alguém disse, mais caberia numa curta-metragem, e não em duas horas de filme. o que mais gostei foram os olhares entre a Nicole e o rapazito, como também a cena da banheira. mas isso sou só eu. bizou*

11:53 da manhã  
Blogger Joana C. said...

eu por acaso acho que a cena dela na ópera é lindíssima!são 3 minutos muito intensos e a expressão facial dela vale mais que mil palavras.
obrigada pelo comentário*

9:58 da tarde  

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