terça-feira, junho 07, 2005

“Adriana” (2005), Margarida Gil



Constituir família por métodos naturais

Numa ilha remota um homem decreta que nunca mais os habitantes procriem nem tenham qualquer contacto físico. Anos mais tarde, o homem vê-se forçado a enviar a sua filha Adriana (Ana Moreira) para o continente com o fim de "constituir família por métodos naturais", já que a população da ilha está a envelhecer.
Adriana parte para Lisboa, onde pretende arranjar um homem com o qual possa ter filhos e, assim, assegurar o futuro da sua ilha.

Se o argumento é por si só estranho, o resto não poderia ficar atrás.
“Adriana” pretende ser um “road-movie” que nos mostra a viagem desta rapariga em busca do tal homem, viagem que começa e acaba nos Açores, passando por Lisboa e pelo norte de Portugal.
Os momentos supostamente cómicos não têm esse efeito e apenas a interpretação de Bruno Bravo no papel de um travesti que encarna Amália Rodrigues nos seus espectáculos nos parece real e fidedigna.
Ana Moreira também tem aqui uma boa prestação, fazendo de Adriana uma menina-mulher com toda a doçura e sensualidade daí subjacentes.

Mas este filme tem muitos problemas a meu ver: o seu desenrolar processa-se de forma muito lenta e sem grande interesse; a mensagem que o filme pretende transmitir (se é que há alguma) é imperceptível e, por último, a quase caricatura das várias “tribos” portuguesas tira alguma credibilidade à história.

*

6 Comments:

Anonymous julio said...

nem todos os filmes têm q transmitir uma mensagem. e nao notei que a realiadora quisesse fazer alguma caricatura. eu gostei do filme..e ainda mais da sessão ;)

10:06 da manhã  
Blogger gonn1000 said...

O filme não é grande coisa, mas pelo menos tenta fugir a formatos convencionais e previsíveis...2/5

10:51 da manhã  
Blogger Eur3ka said...

Júlio, para mim qualquer tipo de arte transmite uma mensagem a quem a vê. essa mensagem pode ser mais ou menos óbvia mas um filme , a meu ver, tem que dar algo ao espectador. neste caso o filme não me transmitiu absolutamente nada.

gonn1000: nisso tens razão, o filme foge ao convencionalismo e por isso merece a minha estrelinha, lol.

10:47 da tarde  
Anonymous Júlio said...

Uma notícia também nos transmite uma mensagem, e no entanto não é arte...
E tens a certeza que não te transmitiu absolutamente nada? nem mesmo as paisagens? Uma paisagem diz sempre alguma coisa.
Adriana é um poema em formato filme.

10:37 da manhã  
Blogger Eur3ka said...

se queres chamar ao filme poesia estás no teu direito. a arte não nos toca a todos da mesma maneira e pelo que já percebi este filme transmitiu-te a ti muito mais coisas do que a mim ;) já falámos sobre isto amor. lol

5:52 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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5:00 da manhã  

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